Um Dia No UXLX

UX Design | 25th Maio 2017

UXLX é um evento anual para profissionais do setor da Experiência do Utilizador, que agrega palestras e workshops práticos facultados por especialistas-líder neste campo. É uma das maiores conferências europeias da indústria, reunindo participantes de todo o mundo.

Na quarta-feira, dia 24, tive a oportunidade de participar em dois workshops sobre pesquisa (uma das minhas paixões no UX) e saí da sala com as baterias recarregadas de inspiração e com vontade de colocar em prática todas as dicas.

O primeiro workshop da parte da manhã apresentou o tema Rapid Research (Pesquisa Rápida) e foi ministrado por Sarah Doody, com a seguinte sinopse:

“Este workshop consistirá de uma breve perspetiva geral sobre o porquê de a pesquisa ser relevante, para que possamos ter excelentes pontos de discussão a apresentar futuramente aos nossos colegas de equipa e de trabalho que não acreditam na pesquisa. Depois, mergulharemos com profundidade no processo de pesquisa, assim como na execução de uma pesquisa entre nós, com base num projeto fictício que ficarão a conhecer no workshop.”

Sarah começou por nos pedir que fizéssemos uma análise pareada e tivemos então a oportunidade de nos entrevistarmos mutuamente para compreendermos os nossos hábitos relacionados com os smartphones. Foi reconfortante saber que a maior parte de nós – pessoas de diferentes contextos e países – começa o dia da mesma forma: com os alarmes a tocarem nos nossos dispositivos móveis. E isso leva-nos a:

Importância da pesquisa
Pesquisar permite-nos desenhar com base nas histórias dos utilizadores mantendo-nos em contacto com a realidade deles. - Sarah Doody

Tudo isto para provar o quão importante é a pesquisa, sendo que não é uma despesa mas sim um investimento com excelente retorno. Estes são alguns dos benefícios que a Sarah mencionou:

Benefícios da pesquisa sobre o utilizador
Quais são os benefícios da pesquisa sobre o utilizador. - Sarah Doody

Prosseguiu depois com uma breve explicação sobre a pesquisa generativa e avaliativa e deu-nos algumas perspetivas valiosas e dicas práticas que são úteis para melhorarmos os nossos métodos de pesquisa e conseguirmos os melhores resultados para os nossos clientes e empresas.

O workshop foi tão dinâmico e prático que tivemos outra oportunidade para fazer entrevistas práticas (sim, três vezes numa manhã <3). Este exercício foi sobre um utilizador a avaliar um website DIY e, em apenas três minutos – fazendo as perguntas certas (todas preparadas pela Sarah) –, conseguimos tantas perspetivas e dicas de melhoria que poderíamos fazer uma lista de pontos de ação para melhorarmos a experiência geral num website.

Sei que repito isto muitas vezes, mas não consigo evitar fazê-lo: a pesquisa é uma forma fantástica de conseguir produtos melhores, alinhados com aquilo que os utilizadores pretendem ter e estão dispostos a pagar, não sendo uma despesa mas sim um investimento. Manter-nos a par das necessidades e desejos dos nossos utilizadores deve ser sempre o combustível para tornarmos os nossos designs melhores e sermos também melhores designers. É que no final do dia:

Foco no design para o utilizador
99% do tempo, não é o utilizador. - Sara Doody

Pela tarde, ainda sobre a temática da pesquisa, participei na palestra Accessible UX Strategy for Humane Products “Estratégia UX Acessível para Produtos Humanos” por Sarah Horton e David Sloan, que tinha a seguinte sinopse:

“Neste workshop, aprenderemos a utilizar os princípios da pesquisa inclusiva de utilizadores e da experiência acessível do utilizador, a fim de focarmos o design do produto na criação de produtos humanos.”

In my opinion, it was complimentary to the first one, most of the time, especially due to time/budget restrictions, we tend to not consider edge cases on our research, making ourselves believe that this is ok. But as soon as they presented the personas and made us think about how painful it could be for people that ARE those edge cases, they proved the point that design must be inclusive.

Um exemplo de uma das personas de caso extremo apresentadas pela Sarah:

caso extremo de uma persona
Exemplo de um caso extremo de uma persona - Sarah Doody

Já tive a oportunidade de entrevistar pessoas com deficiências e, fazer com que um produto/interface seja acessível, faz uma enorme diferença nas suas vidas e melhora a experiência geral de um produto. Então, sim, vale a pena, e todos os designers devem lembrar-se do quão é importante englobar a acessibilidade no design.

Estas foram as minhas impressões dos workshops em que participei na UXLX. O seu conteúdo fez com que a minha paixão sobre a pesquisa aumentasse ainda mais.
 

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