User Experience Não Se Baseia Na Simplicidade, Mas Deve Ser Simples

UX Design | 10th Julho 2015

Nem todos os tópicos podem ser apresentados com uma história ao estilo do Steve Jobs, mas, de qualquer modo, a simplicidade na User Experience não é um tema qualquer.

“O suspense está a matar-me” disse eu. “Como é que correu esta manhã?” “Bem,” disse ele, “O Steve apanhou-nos com o Truque Simples”

Tradução: O Steve tinha rejeitado o trabalho – não por este ser mau mas porque, de certo modo, falhava na sua missão de demonstrar a sua essência. Dava uma curva quando devia ter seguido em frente.
 
Excerto retirado de “Insanely Simple: the obcession that drives Apple’s success” by Ken Segall.

Nem todos os clientes serão tão obstinados como o proverbial Jobs, mas o tema de simplicidade x complexidade na User Experience é um dos que tende a separar os peritos em dois grupos: os que acreditam que menos é mais e aqueles que replicam que mais é mais. No mesmo espírito, os UX Designers podem citar a Lei de Hick (um crescente número de escolhas resulta num logarítmico aumento do tempo de decisão) e até o “On the Method of Theoreticl Physics” de Albert Einstein:

Dificilmente se poderá negar que o supremo objetivo de todas as teorias é fazer com que elementos básicos irredutíveis se tornem tão simples e escassos quanto possível sem ter que desistir da adequada representação de um único dado de experiência.

Einstein provavelmente não teria em mente a simplicidade na User Experience quando escreveu estas palavras, mas isso não impediu que os designers ostentassem esta citação como um pequeno manifesto a favor da simplicidade. E onde, exatamente, se posiciona a Hi INTERACTIVE relativamente a este assunto aparentemente complexo?

Simplicidade na User Experience: a qualidade sobrepõe-se à quantidade

Grandes teóricos e físicos à parte, o tema da simplicidade da User Experience é mais irá, muito provavelmente, integrar muitos, senão todos, os seus projetos. Na Hi INTERACTIVE lidamos com a mesma problemática e esforçamo-nos por seguir ambos os nossos lemas à letra:  a qualidade sobrepõem-se à quantidade e soluções simples e funcionais, o que se reflete no nosso portefólio. User Experience está sempre na nossa mente quando embarcamos na decisão que irá, eventualmente, culminar num grande produto, extremamente user-friendly: é isto que define o design de User Experience: tomar decisões sobre um determinado produto, seja um design corporativo ou uma aplicação móvel. Como Rebekah Cox, designer na Quora, eloquentemente expõe: o design é uma série de decisões tomadas sobre um produto. Dentro desta série de decisões, há dois pontos que o bom design tem que cobrir:

  • Criar uma relação clara entre o produto e a interface;
  • Focar a atenção onde ela mais importa: propósito e objectivos;

“A complexidade inseriu-se no meu design de User Experience. Socorro!”

Não tema: mesmo que que tenha sucumbido à complexidade na User Experience, como Giles Colborne diz no seu livro, Simple and Usable Web, Mobile and Interaction Design, há estratégias que podem ser utilizadas para trazer a simplicidade à sua User Experience. Dando o controle remoto como exemplo, Colborne mostrou não só uma, mas quatro estratégias de simplicidade diferentes:

  • Remover: Eliminar quaisquer elementos supérfluos.
  • Organizar: Dispor os elementos de acordo com a lógica: encontrar um modelo organizacional que se adapte e segui-lo.
  • Esconder: Mostrar os elementos mais importantes, sublinhando-os quando necessário e manter os outros acessíveis através da navegação.
  • Deslocar: Garantir que a interface que vai ser criada não é um resumo de toda e qualquer possível interação: deixe algo para os outros dispositivos oferecerem. 


Às vezes, apesar da sua má reputação, a complexidade no âmbito da User Experience pode ser exatamente o necessário: pelo menos é o que diz a Teoria de Fracisco Inchauste. Se aplicar o princípio de menos é mais pode tornar o seu produto mais confuso, então essa não será, provavelmente, a melhor opção. Como frequentemente acontece, é necessário levar em consideração as necessidades do utilizador e o próprio contexto.

Onde é que existe espaço para a simplicidade na User Experience?

A simplicidade deve preceder quaisquer decisões feitas, independentemente do design ou do produto em causa: uma vez definida a lista de elementos mandatórios incluir no produto, o tempo da simplicidade já chegou e partiu. O papel do designer de User Experience é crucial aqui: um bom UX Designer está na melhor posição para defender os seus interesses, avançar com uma estratégia que lhe permitirá atingir os objectivos, ao mesmo tempo que oferece a experiência necessária. Simplicidade na User Experience está bem ao seu alcance.
 
Veja as nossas contribuições para a simplicidade na User Experience: a Hi INTERACTIVE adoraria trazer simplicidade ao seu próximo projeto. Fale connosco!

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