UX London - A Nossa Primeira Participação

UX Design | 26th Junho 2017

A Hi INTERACTIVE tem estado este ano ocupada com várias parcerias em alguns eventos e um dos pontos altos foi definitivamente ter feito parte do UX London.

Como bónus adicional viajei até Londres para participar no evento, conhecer a equipa da Clearleft (organizadores da UX London) e discutir uma parceria.

Apenas consegui participar no primeiro dia do evento ,devido a vários compromissos, mas foi ainda assim um dia bastante repleto.

Chegada

Ao chegar ao evento fui recebido pelo excelente poster que podem ver na imagem, o qual exibia o logotipo da Hi INTERACTIVE. Senti-me orgulhoso.

Entrada UX London
Entrada UX London

O check-in foi rápido e organizado. Assim que dei o meu nome, foi-me oferecida uma mala com brindes e, logo depois, rumei ao encontro da equipa da Clearleft. Fui otimamente bem recebido e excelente foi também ter-me sido permitido deixar as minhas malas na sala de administração.

Após sair da sala de administração, deparei-me com uma mesa repleta do novo livro de Jeff Gothelf e Josh Seiden, intitulado Sense & Respond. Há já algum tempo que procurava uma cópia e, após perguntar o preço, foi-me dito pelos representantes da Futurehead na mesa, que poderia levar uma cópia gratuita!


Sense & Respond de Jeff Gothelf and Josh Seiden's

Obrigado à Futurehead pelo excelente presente!

As palestras

O evento ainda mal tinha começado e eu já me sentia como um vencedor, mas estava na altura de as palestras comrçarem e portanto quis ter a certeza de que tinha um bom lugar.

Tive sorte em encontrar um lugar na terceira fila a contar da frente, bem perto da parte central. Sugiro que tentem sempre arranjar um lugar à frente, é muito melhor em todos os aspetos.

Após uma rápida introdução por parte de Andy Budd, chegava a altura de dar início às palestras.

Scott Belsky - Conceber O Primeiro Capítulo Da Experiência Com Produto


Scott Belsky apresenta o "grounding product"

Se é um designer, ou se alguma vez trabalhou com designers, provavelmente já ouviu falar sobre a Behance, a plataforma de portfólio, cuja existência é da responsabilidade de Scott Belsky.

Scott Belsky realça que devíamos criar para as pessoas
Scott Belsky realça que devíamos criar para as pessoas

As palestras de Scott apresentaram várias excelentes perspetivas sobre como por vezes nos limitamos a nós mesmos, complicando em demasia os nossos processos, enquanto ignoramos facilmente princípios básicos por estarmos demasiado preocupados em “inovar”.

O ponto-chave que Scott nos deixou foi a ideia de que “Vocês criam para humanos. Sejam tão humanos quanto puderem.”

Samuel Hulick - Aumentar A Sua Base de Utilizadores através de um Melhor Onboarding

De seguida, Samuel Hulick falou sobre como o onboarding pode ser executado de uma forma totalmente errada mas, se feito corretamente, poderá representar um fator de chave para o seu produto.

Samuel explicou-nos sobre como por vezes o processo é tão complexo que acabamos por precisar de um processo de onboarding para o próprio processo de onboarding. Também apresentou alguns excelentes exemplos sobre como certos produtos “envergonham” o utilizador em vez de fazer com que este pretenda interagir com o produto, tal como ilustrado no exemplo abaixo.

Samuel realça que o produto deveria levar o utilizador a interagir com ele
Samuel realça que o produto deveria levar o utilizador a interagir com ele

A mensagem final de Samuel foi a de que as “Pessoas não compram produtos. Elas adquirem melhores versões de si mesmas.” Portanto, se as pessoas não compreenderem o valor de um produto, e como este poderá fazer com que elas se tornem melhores nalgum aspeto (a otimizar o tempo, etc.), então não verão razão para utilizarem o seu produto.

Molly Nix - A Forma Como a Uber Desenha tendo em conta o Futuro dos Transportes.

A Uber tornou-se uma das marcas mais faladas, portanto, após o "coffee brek" sentia-me bastante entusiasmado por poder ouvir a palestra da Molly Nix sobre como a Uber aborda o design.

Primeiro, explicou o porquê de, apesar de já ser falado há quase um século, só agora a implementação do conceito de carros de condução automática tem começado a entrar no mercado – algo justificado por 3 fatores-chave que têm de ser mantidos em consideração na implementação do produto: Tecnologia, Regulação e Pessoas.

Molly Nix a explicar o conceito de carros de condução automática
Molly Nix a explicar o conceito de carros de condução automática.

Três fatores chave para a implementação de um produto 
Três fatores chave para a implementação de um produto.


Depois, Molly conduziu-nos pelos nove princípios que a equipa da Uber utiliza quando executa o design de carros de condução automática. Também deu exemplos reais destes princípios colocados em prática.

Nove princípios da Uber para fazer o design de carros automáticos
Nove princípios da Uber para fazer o design de carros automáticos

Sian Townsend - Trabalhos a Fazer: do Cético ao Crente

O conceito de trabalho a fazer não me era familiar e, por isso, estava interessado em ouvir a palestra de Sian Townsend sobre o assunto.

Apesar de o conceito não ser totalmente novo, aborda o desenvolvimento do produto de um ângulo que mostra aquilo que o utilizador necessita, em vez de o foco centrar-se absolutamente no utilizador. Aquilo que considerei ser particularmente interessante foi a forma como este conceito aproveita as histórias dos utilizadores para poder transformá-las em histórias laborais, que são muito mais completas e dão-nos uma melhor ideia do contexto e da necessidade.

Perspetiva do Utilizador
Perspetiva do Utilizador

Perspetiva do Trabalhador 
Perspetiva do Trabalhador

Barry O'Reilly - Desenhando para a Evolução Empresarial

Sendo esta a última conferência do dia, agendada exatamente para antes de almoço, Barry O’Reilly precisava de ser tudo menos aborrecido e conseguiu por completo alcançar o que pretendia.

Todo o conceito por detrás da palestra de Barry teve que ver com a forma como as Empresas precisam de se adaptar a esta nova era digital, parando de recorrer a sistemas e processos implementados há mais de cem anos, na era industrial.

Desenhar para a evolução empresarial
Desenhar para a evolução empresarial

Com uma tecnologia e um público em permanente evolução, necessitamos de implementar sistemas capazes de responder rápida e continuadamente, a fim de podermo-nos adaptar a qualquer coisa. Longe vão os dias em que passávamos meses a desenvolver um produto e depois, quando o lançávamos, percebíamos que tinha sido uma escolha errada. Ao invés, é preciso criar Ensaios Minimamente Viáveis que poderá colocar à frente dos utilizadores, aprendendo com eles aquilo que deverá executar a seguir no itinerário de desenvolvimento.

As vantagens passam por uma redução no desperdício de produção e a criação de produtos que consigam de facto proporcionar valor.

A importância de acumular conhecimento
Importância de acumular conhecimento

Barry também se concentrou na ideia de que devemos começar a focar-nos nos resultados e não nos produtos entregáveis. Os resultados dão-nos um objetivo e não são meramente um produto que entregamos e pronto. É preciso, em oposição, abraçarmos objetivos que possam ser alcançados de muitas formas e definir a direção para chegarmos a essa meta.

Foco nos resultados
Foco nos resultados

Pausa para Almoço

Durante o almoço foi excelente poder conversar com alguns colegas UXers, discutindo ideias e o processo. Tive a oportunidade de pôr a conversa em dia com o Brendan Kearns da Invision e tivemos imenso para falar, já que a nossa equipa utiliza bastante a App Invision!

Tarde

Apesar de a tarde ter sido dedicada aos workshops, não pude participar em nenhum, pois precisava de sair cedo para apanhar o meu voo de regresso.

Contudo, tive a oportunidade de conversar com os organizadores sobre a nossa participação e, se tudo tiver corrido bem, início a uma longa amizade.

Outra boa surpresa foi encontrar o Josh Seiden na área comum, onde consegui que ele me autografasse a minha cópia do Sense and Respond. Ou seja, tenho já dois livros assinados pelo Josh e foi excelente poder pôr novamente a conversa em dia, mesmo que por um breve momento.

Esperemos voltar no próximo no ano e ficar por mais dias.


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